
Conta Corretor ![]()
Juliana Aparecida Ferreira Froes Marques
O que Juliana Aparecida Ferreira Froes Marques mais trouxe para a vida de corretora foram as situações que precisa passar para fechar um seguro, o que gera várias histórias inusitadas.
E uma delas, somada ao seu talento nas letras, a trouxe até aqui. Enquanto não realiza seu sonho de trabalhar por conta própria, Juliana curte a vida ao lado do maridão Junio e é capaz de ficar horas arrumando os cabelos das sobrinhas. Mas o que importa para esta mineira de Ribeirão das Neves é o caráter e a humildade.
E ela tem isso de sobra.
“O cheque com corretivo”
Muito preocupado com o vencimento da primeira parcela do seu seguro, um segurado ligou desesperado para Teixeira, o seu corretor:
— Olá, senhor Teixeira, tudo bem? Meu seguro vence amanhã... Será que eu posso passar hoje na sua casa e deixar um cheque com o senhor pra efetuar o pagamento?
— Claro – respondeu Teixeira – mas eu ainda estou aqui na corretora.
— Melhor ainda! – empolgou-se o segurado – Daqui a pouco devo passar aí por perto e deixo o cheque com o senhor, ok?
Pouco tempo depois, lá estava o segurado na corretora sendo prontamente recebido pelo Teixeira:
— Seja bem-vindo! Eu estou um pouco ocupado agora, mas deixe o cheque aqui na minha mesa, que eu faço o pagamento pra você.
Ao ver o senhor Teixeira fazendo contas, consultando o computador e falando ao telefone ao mesmo tempo, e ainda assim conseguindo dar atenção a ele, o segurado – meio inseguro – quase morreu de vergonha ao fazer aquele pedido:
— Sabe como é, senhor Teixeira... Só sobrou uma única folha no meu talão de cheques. Não é melhor o senhor mesmo preencher pra mim?
Mesmo estando em uma conversa importantíssima pelo telefone, Teixeira fez que sim com a cabeça e, enquanto discutia os últimos detalhes de um grande contrato com um novo cliente, preencheu rapidamente o cheque e devolveu ao segurado.
Desconfiado, o segurado conferiu o cheque de cabo a rabo e percebeu que havia alguma coisa errada:
— Uai, senhor Teixeira...
— O que foi agora? – respondeu Teixeira, tapando o bocal do telefone.
— O senhor assinou o seu nome no meu cheque.
Dando um tapa em sua própria testa e desligando o telefone, Teixeira tratou de acalmar o seu segurado:
— Espera aí, que eu vou dar um jeitinho.
E lá se foi Teixeira até a mesa do Jurandi. Mostrando o cheque, perguntou a ele:
— Senhor Jurandi, vê se pode me dar uma ajuda... Será que se eu passar um corretivo aqui e o segurado assinar, o banco aceita?
Jurandi olhou bem para a cara do Teixeira, ficou um minuto inteiro em silêncio, até que, de repente, disparou uma gargalhada tão intensa, que ninguém era capaz de fazê-lo parar. E até hoje, é só alguém tocar no assunto, pra todo mundo na corretora chorar de tanto rir.
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