Ano 02 | Número 18 | Dezembro de 2011                             SulAmérica Seguros, Previdência e Investimentos

Conta Corretor

Juliana Aparecida Ferreira Froes Marques

O que Juliana Aparecida Ferreira Froes Marques mais trouxe para a vida de corretora foram as situações que precisa passar para fechar um seguro, o que gera várias histórias inusitadas.

E uma delas, somada ao seu talento nas letras, a trouxe até aqui. Enquanto não realiza seu sonho de trabalhar por conta própria, Juliana curte a vida ao lado do maridão Junio e é capaz de ficar horas arrumando os cabelos das sobrinhas. Mas o que importa para esta mineira de Ribeirão das Neves é o caráter e a humildade.

E ela tem isso de sobra.

“O cheque com corretivo

Muito preocupado com o vencimento da primeira parcela do seu seguro, um segurado ligou desesperado para Teixeira, o seu corretor:

— Olá, senhor Teixeira, tudo bem? Meu seguro vence amanhã... Será que eu posso passar hoje na sua casa e deixar um cheque com o senhor pra efetuar o pagamento?

— Claro – respondeu Teixeira – mas eu ainda estou aqui na corretora.

— Melhor ainda! – empolgou-se o segurado – Daqui a pouco devo passar aí por perto e deixo o cheque com o senhor, ok?

Pouco tempo depois, lá estava o segurado na corretora sendo prontamente recebido pelo Teixeira:

— Seja bem-vindo! Eu estou um pouco ocupado agora, mas deixe o cheque aqui na minha mesa, que eu faço o pagamento pra você.

Ao ver o senhor Teixeira fazendo contas, consultando o computador e falando ao telefone ao mesmo tempo, e ainda assim conseguindo dar atenção a ele, o segurado – meio inseguro – quase morreu de vergonha ao fazer aquele pedido:

— Sabe como é, senhor Teixeira... Só sobrou uma única folha no meu talão de cheques. Não é melhor o senhor mesmo preencher pra mim?

Mesmo estando em uma conversa importantíssima pelo telefone, Teixeira fez que sim com a cabeça e, enquanto discutia os últimos detalhes de um grande contrato com um novo cliente, preencheu rapidamente o cheque e devolveu ao segurado.

Desconfiado, o segurado conferiu o cheque de cabo a rabo e percebeu que havia alguma coisa errada:

— Uai, senhor Teixeira...

— O que foi agora? – respondeu Teixeira, tapando o bocal do telefone.

— O senhor assinou o seu nome no meu cheque.

Dando um tapa em sua própria testa e desligando o telefone, Teixeira tratou de acalmar o seu segurado:

— Espera aí, que eu vou dar um jeitinho.

E lá se foi Teixeira até a mesa do Jurandi. Mostrando o cheque, perguntou a ele:

— Senhor Jurandi, vê se pode me dar uma ajuda... Será que se eu passar um corretivo aqui e o segurado assinar, o banco aceita?

Jurandi olhou bem para a cara do Teixeira, ficou um minuto inteiro em silêncio, até que, de repente, disparou uma gargalhada tão intensa, que ninguém era capaz de fazê-lo parar. E até hoje, é só alguém tocar no assunto, pra todo mundo na corretora chorar de tanto rir.

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